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O novo presidente dos Estados Unidos mal foi anunciado e alguns estados já ensaiam uma resposta. Na Califórnia, a democrata Hillary Clinton ganhou com certa folga, mas o resto do país preferiu o republicano Donald Trump. O resultado revoltou os moradores da região.
Nas redes sociais, um movimento separatista chamado de “Calexit” ou de “Califrexit” – em alusão ao “Brexit”, campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia — já começou a surgir. Em alguns lugares do estado, manifestações estão sendo organizadas.
A Califórnia é, mais do que qualquer outro Estado do país, extremamente multiétnica: em 2015, pela primeira vez o número de hispânicos ultrapassou o de anglo-saxões ali.
Mas nenhum grupo étnico tem a maioria absoluta da população - também há grandes comunidades asiáticas e afro-americanas.
O Estado continua sendo um ímã da imigração num momento em que parte do discurso político, especialmente do virtual candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, tenha apostado num endurecimento das políticas relacionadas a estrangeiros.
E, por isso, novamente é usada pela esquerda como uma demonstração da força de seus argumentos a favor de uma posição mais tolerante com relação à imigração. Hoje, a Califórnia está em outro patamar. Sua economia cresceu 4,1% em 2015, superando a do Brasil e a da França, e passou de oitava para sexta maior economia do mundo.
O PIB do Estado, o mais populoso dos EUA, alcançou os US$ 2,5 trilhões em 2015, aproximadamente a dimensão que tinha a economia britânica no fim do ano passado, antes da sacudida financeira do Brexit.
Alguns sugerem que a Califórnia possa estar no caminho de ficar com o quinto posto mundial se o Reino Unido entrar em recessão por causa da saída da União Europeia.